Com uma trajetória inspiradora, o londrinense Mário Bortolotto, um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, celebra os 43 anos do grupo de teatro Cemitério de Automóveis no 33º Festival de Curitiba. A mostra é uma das surpresas do Fringe na edição de 2025 e ocupa o Miniauditório do Teatro Guaíra (Glauco Flores de Sá Brito) de 2 a 6 de abril.
A mostra de 43 anos do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis tem os seguintes destaques: “Notícias de Naufrágios”, com uma linguagem mais experimental e menos realista, no dia 02/04, às 21h; “Whisky e Hambúrguer”, que gira em torno de um casal de amigos que está com suas vidas desestruturadas, no dia 03/04, às 21h; “Deve Ser do Caralho o Carnaval em Bonifácio”, no dia 04/04, às 21h; o show da banda Saco de Ratos, no dia 05/04, às 21h30; e “Efeito Urtigão”, que gira em torno de um jornalista talentoso, no dia 06/04, às 20h.
Bastante influenciado por histórias em quadrinhos, cinema, blues, rock e o universo beatnik, Bortolotto cria espetáculos com um estilo próprio. “A seleção foi feita pensando que só poderíamos levar espetáculos razoavelmente pequenos, com elencos reduzidos, por conta dos custos que teríamos”, explica Bortolotto.
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“O Festival de Curitiba é muito importante porque é uma vitrine de grande parte do que tá acontecendo em teatro no País. As poucas vezes que participamos do festival foram muito gratificantes. E este ano a gente tá indo pro Fringe com uma pequena mostra de espetáculos e com um show da nossa banda de rock, então, estamos com uma expectativa muito legal”, complementa.
Desde 1996, quando deixou o Norte do Paraná para fixar raízes em São Paulo, Bortolotto fez do grupo Cemitério de Automóveis uma referência na cena alternativa paulistana. Em 2000, o artista recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor por “Nossa Vida Não Vale um Chevrolet”. No mesmo ano, o versátil Mário, que é ator, diretor, dramaturgo, escritor e compositor, recebeu o Prêmio APCA de Melhor Autor pelo conjunto da obra.