Alunos fecharam trimestre com 20 milhões de atividades semanais

Índice de acerto variou entre 77% e 80%. Os dados são da Secretaria de Estado da Educação e Esporte, que fechou nesta sexta-feira (11) um balanço dos resultados obtidos pelos estudantes do Paraná.
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11/09/2020 - 12:10
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Estudantes da rede estadual fizeram no último trimestre uma média de 20 milhões de atividades semanais no Aula Paraná, com índice de acerto variando entre 77% e 80%. Os dados são da Secretaria de Estado da Educação e Esporte, que fechou nesta sexta-feira (11) um balanço dos resultados obtidos pelos estudantes do Paraná.

Ainda de acordo com o monitoramento interno, além das 20 milhões de atividades semanais, uma média de 4 milhões de atividades por dia útil, os estudantes também fizeram com seus professores mais de 100 mil videoaulas ao vivo por semana.

As videoaulas ao vivo são feitas através do Meet, ferramenta de vídeo dentro das salas virtuais, fato que tem auxiliado a manter os bons índices de engajamento e adesão dos alunos mesmo com o prolongamento da pandemia.

De acordo com o secretário estadual da Educação, Renato Feder, essas videoaulas ao vivo e individualizadas são o ponto-chave para manter o número de atividades semanais crescendo, assim como o bom índice de acertos.

“Por dia são mais de 20 mil videoaulas individualizadas no Meet. Nossos professores estão dando um show e sendo fundamentais para manter o resultado positivo mesmo após 6 meses com as escolas fechadas”, disse Feder. “Essas videoaulas, além de serem fundamentais para trabalhar o conteúdo, tirar as dúvidas e atender os estudantes na hora das atividades, ainda são uma forma de combater o desânimo dos alunos, que usam este momento para rever seus professores e colegas de sala, mesmo que virtualmente”.

A participação dos alunos no Aula Paraná também tem sido positiva no trimestre. Segundo o monitoramento da Secretaria, são 35.615 alunos que estão em descompasso com as aulas por mais de 30 dias e pouco mais de 50 mil que não participaram todos os dias nas últimas semanas. O dado é bem próximo ao que ocorria mesmo antes da pandemia, nas aulas presenciais, mas a Secretaria já trabalha para conter este índice.

Durante os próximos dias, o trabalho de busca ativa, que já vinha ocorrendo e trazendo resultados positivos, será intensificado. Os pais de alunos passarão a receber mais mensagens de texto (SMS) nos números cadastrados durante a matrícula.

As mensagens no Google Classroom também serão ampliadas, além de mais comunicados nas entregas de merenda e mensagens nos vídeos gravados no Aula Paraná. Também serão acionados os pais pelo aplicativo Escola Paraná, por onde podem monitorar a presença dos filhos.

Segundo o secretário, estas ações visam conter uma possível evasão ou reprovação destes estudantes. “Com o alongamento da pandemia e muitos pais tendo que voltar a trabalhar, algumas crianças e jovens mostraram sinais de desmotivação. Isso reflete na participação deles, que oscila. O nosso monitoramento, quando identifica isso, já vai atrás do aluno, agora, nesta reta final, de uma forma ainda mais intensa”, explica Feder.

BUSCA ATIVA – Desde o início da pandemia a Secretaria da Educação tem promovido, junto com núcleos e escolas, uma intensa busca ativa com o objetivo de incluir a totalidade dos 1,07 milhão de alunos da rede no Aula Paraná. Com o alongamento da pandemia, este trabalho agora está sendo fortalecido e tem o objetivo principal de “resgatar” os alunos que estão deixando de comparecer às aulas remotas ou não estão fazendo as atividades. 

Escolas de todo o Paraná têm usado diversas e criativas formas para atrair esses alunos. Redes sociais, ligações, visitas ao domicílio, certificados de participação e até carros de som e comunicados em rádio passaram a fazer parte da rotina de busca ativa.

Em Colombo o retorno da ação foi identificado por Marcelo Zanesco Boeira, diretor do Colégio Estadual Vereador Raulino Costacurta. “A demanda das aulas remotas pegou todo mundo de surpresa no início, e precisamos ser criativos para divulgar os encontros digitais. Contamos com um carro de som que anunciava lojas e outros serviços, e eles transmitiram nossa mensagem pelo bairro. No dia seguinte os pais começaram a procurar a escola e cresceu o número de estudantes nos encontros”, disse. “Bastou uma mensagem simples e algumas voltas nas redondezas da escola e cresceu o interesse dos alunos”. Marcelo comenta que, assim que possível, vai atrás do serviço novamente, até pelo retorno que teve.

RESULTADO – Noêmia é mãe de dois alunos que estudam no Raulino Costacurta, e ouviu os anúncios da escola pelo carro de som: “Meus filhos estavam com dificuldade para fazer as atividades online, acabaram deixando acumular. Nós não sabíamos se estava tendo atividade ou não, ou como estava sendo a entrega. Foi bom ter ouvido o telefone da escola pelo carro de som e entrar em contato diretamente. Fui bem atendida, explicaram como estavam funcionando as aulas e atividades, até para gente poder dar suporte para os nossos filhos”, afirmou.

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