Universidades estaduais têm ações para atender idosos durante a pandemia

28/11/2020
Os idosos são especialmente atingidos pela pandemia de coronavírus. São os mais afetados pelo distanciamento social, porque para grande parte deles essa medida interrompeu rotinas sedimentadas muitas vezes por décadas. Além disso, embora as chances de contágio pelo novo coronavírus sejam as mesmas para todos, os idosos têm um maior risco de agravamento da doença.
Por isso, as universidades estaduais do Paraná desenvolvem ações voltadas à saúde física e mental das pessoas nesta faixa etária. As atividades são desenvolvidas por profissionais da área da saúde, contratados pelo Governo do Estado como bolsistas. A Universidade Estadual de Londrina organizou um atendimento específico para os idosos que estão isolados em casa. O primeiro contato é por telefone, a partir de uma lista cedida pelo Serviço Social da prefeitura. Após a primeira ligação, a conversa passa a abordar a rede de apoio, identificando a necessidade para alimentos e produtos de higiene, por exemplo. O acompanhamento psicológico de idosos que vivem na área rural de Ponta Grossa é o objetivo de um projeto da Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso do Hospital Universitário da UEPG. Idosos, que já eram atendidos em seus domicílios, passaram a ser monitorados por telefone. A Universidade Estadual do Norte do Paraná desenvolve o projeto Naquele Tempo, que reúne relatos de idosos da região para compor um resgate da memória coletiva do Norte Pioneiro. No Litoral do Paraná, um grupo de costureiras que participa do programa Couro do Peixe, da Unespar, também se mobilizou para atender a demanda por máscaras de tecido para a população. Cinco universidades estaduais contam com o programa Universidade Aberta para a Terceira Idade. Na UEM, são 1079 idosos matriculados, na UEPG são 589, mais 184 na Unioeste, 157 na Unicentro e 150 na Unespar. (Repórter Rudi Bagatini)