Universidade Estadual de Londrina integra equipe que produz enxaguante bucal contra o vírus da Covid-19

26/11/2020
A Universidade Estadual de Londrina participou de um estudo que desenvolveu uma fórmula para um enxaguante bucal que elimina 96% do Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19. Também integraram a pesquisa a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, em Bauru; o Instituto de Ciências Biológicas da USP e o Instituto Federal do Paraná. Trata-se do Detox Pro. O estudo é coordenado pelo cirurgião-dentista Fabiano Vieira Vilhena, pesquisador da USP, que também coordena o Centro de Pesquisa e Inovação da empresa que desenvolveu o produto. A participação da UEL ocorre em três etapas. Na primeira, pesquisadores da universidade comprovaram a eficácia do antisséptico bucal no Laboratório de Pesquisa em Imunologia Clínica. Foram analisadas amostras de saliva de pacientes que participaram da pesquisa clínica, realizada em outros centros de pesquisa. A experiência do laboratório foi fundamental na padronização da análise de detecção viral em amostras de saliva, assim como na agilidade dos resultados, possibilitando que o produto possa ser lançado ainda este ano. A segunda etapa refere-se à realização de um estudo clínico, iniciado em outubro, que vai avaliar a eficácia do antisséptico bucal na carga viral em pacientes com diagnóstico de Covid-19 atendidos pelo setor de Moléstias Infecciosas do Hospital Universitário. O antisséptico vai ser usado individualmente ou em associação com spray nasal. Até o momento, 23 pacientes participaram do estudo. A terceira etapa será avaliar como o antisséptico atua de forma preventiva em funcionários do HU, como enfermeiros, médicos e residentes. Essa fase está prevista para janeiro de 2021. O pesquisador da USP Fabiano Vilhena, que coordena os estudos, afirmou que o antisséptico bucal elimina o vírus da Covid-19 em 96%, evitando a propagação para outras pessoas. Além disso, há registro na Organização Mundial de Saúde e Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos. Ao todo, foram dez estudos, entre epidemiológicos, clínicos e estudos de caso controle. (Repórter: Amanda Laynes)