Safra de verão no Paraná deve chegar a 24,2 milhões de toneladas.

21/12/2020
O relatório mensal do Deral, Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, prevê que o Paraná deve colher mais de 24 milhões de toneladas de grãos na safra de verão. Entre os destaques, estão a soja e o milho, cuja maior parte das lavouras apresenta condições entre médias e boas. O pequeno percentual de condições ruins se deve à estiagem no início do plantio, que deixou o solo mais seco e dificultou a germinação. Mas, de maneira geral, as chuvas das últimas semanas têm contribuído para a recuperação dessas culturas, segundo o chefe do Deral, Salatiel Turra. O plantio de soja já estava concluído e as chuvas das últimas semanas beneficiaram as lavouras. O relatório deste mês mostra uma pequena redução na produção esperada no mês anterior, de aproximadamente 80 mil toneladas. Assim como a soja, a primeira safra de milho, que está no campo, foi beneficiada pelas chuvas das últimas semanas. Isso mantém os números em patamares de produção sem grandes oscilações neste momento, com volume estimado em 3 milhões e quatrocentas mil toneladas, 2% menor do que na safra passada. Com o encerramento do plantio, a colheita do feijão da primeira safra atingiu 5% da área estimada em cerca de 150 mil hectares. A produção deve ser de aproximadamente 298 mil toneladas, uma redução de 6% com relação à safra 2019/2020, devido principalmente à estiagem. Se o clima permanecer instável, os produtores devem ficar em alerta para uma eventual quebra. Com a redução da oferta no mercado, a previsão é de aumento do valor para os consumidores. Até o momento, as lavouras estão apresentando bom desenvolvimento. De maneira geral, o ano de 2020 foi benéfico para a comercialização do feijão. O aumento do consumo durante a pandemia, aliado à baixa demanda devido à quebra acentuada da segunda safra, resultou em preços elevados. No último mês, houve um recuo significativo dos preços do trigo. A colheita da cevada foi finalizada em novembro e a comercialização atingiu 100%. A safra da mandioca chegou ao final e as condições para colheita neste período estão boas. Os preços apresentaram redução porque muitas indústrias que utilizam a fécula estão entrando em recesso nesse período do ano. A nova safra deve iniciar no final de janeiro. A expectativa é que as indústrias passem a utilizar mais o produto no próximo ano, fazendo com que os preços subam novamente. Apesar da redução na produção, os bons preços vão garantir um favorável rendimento para as culturas do milho e do feijão. A safra de milho deve somar 11 bilhões de reais de faturamento, enquanto o feijão pode ultrapassar 2 bilhões de reais. (Repórter Rudi Bagatini).