Paraná integra projeto nacional para modernização na vigilância sanitária de suínos
04/08/2021
O Paraná vai desenvolver um projeto-piloto para a implantação do Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos, apresentado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Para isso, a Adapar, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, começa o trabalho de vigilância ativa sobre o rebanho suíno.
O objetivo é intensificar os cuidados para a detecção preventiva de doenças e demonstrar a ausência de enfermidade em suínos domésticos. Além da peste suína clássica, em que o Paraná tem experiência eficaz de vigilância, a síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos, que ainda não se tem conhecimento no Brasil, e a peste suína africana, detectada recentemente na República Dominicana, depois de ser considerada extinta nas Américas, entraram no radar de detecção.
Para o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a estratégia é fortificar o sistema para o Paraná continuar sendo referência no controle de doenças.// SONORA OTAMIR CESAR MARTINS //.
Segundo o coordenador de sanidade dos suínos na Adapar, João Teotônio, o Estado tem experiência no trabalho de defesa agropecuária, sendo o único a fazer isso de forma ativa desde 2015.// SONORA JOÃO TEOTÔNIO //.
A peste suína clássica está erradicada oficialmente no Paraná desde 1994, com reconhecimento internacional de área livre feito em 2015. Em maio deste ano, a Organização Mundial de Saúde Animal considerou o Estado como zona independente para essa doença, evitando que um eventual caso em outro estado distante possa ter influência no status e prejudicar o rebanho paranaense.
O Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos acaba com a exigência de inquérito soroepidemiológico da suinocultura de subsistência a cada dois anos, acaba também com a análise de reprodutores para abate e elimina o gatilho, conforme explica Teotônio.// SONORA JOÃO TEOTÔNIO //.
Além da equipe que faz o trabalho de campo para detecção das doenças, o Paraná conta com um dos mais modernos laboratórios para identificação de patógenos, o Centro de Diagnóstico Marcos Enriette, vinculado à Adapar. No caso da peste suína clássica, a unidade paranaense tem autossuficiência para realizar o teste. Mas o plano de vigilância abre a possibilidade de outras unidades oficiais também fazerem os demais.
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína, com um rebanho de 40 milhões de cabeças. Cerca de 80% da produção é destinada ao mercado interno. A liderança nacional é de Santa Catarina, com o Paraná na segunda colocação. Em 2020, o Estado tinha um rebanho de 10 milhões de cabeças e produziu 936 mil toneladas de carne suína, volume 11,1% superior ao de 2019.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirma que o novo plano é fundamental para as pretensões econômicas do Estado no setor.// SONORA NORBERTO ORTIGARA //.
Mais detalhes sobre o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos acesse o site www.aen.pr.gov.br. (Repórter: Felippe Salles)
O objetivo é intensificar os cuidados para a detecção preventiva de doenças e demonstrar a ausência de enfermidade em suínos domésticos. Além da peste suína clássica, em que o Paraná tem experiência eficaz de vigilância, a síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos, que ainda não se tem conhecimento no Brasil, e a peste suína africana, detectada recentemente na República Dominicana, depois de ser considerada extinta nas Américas, entraram no radar de detecção.
Para o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a estratégia é fortificar o sistema para o Paraná continuar sendo referência no controle de doenças.// SONORA OTAMIR CESAR MARTINS //.
Segundo o coordenador de sanidade dos suínos na Adapar, João Teotônio, o Estado tem experiência no trabalho de defesa agropecuária, sendo o único a fazer isso de forma ativa desde 2015.// SONORA JOÃO TEOTÔNIO //.
A peste suína clássica está erradicada oficialmente no Paraná desde 1994, com reconhecimento internacional de área livre feito em 2015. Em maio deste ano, a Organização Mundial de Saúde Animal considerou o Estado como zona independente para essa doença, evitando que um eventual caso em outro estado distante possa ter influência no status e prejudicar o rebanho paranaense.
O Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos acaba com a exigência de inquérito soroepidemiológico da suinocultura de subsistência a cada dois anos, acaba também com a análise de reprodutores para abate e elimina o gatilho, conforme explica Teotônio.// SONORA JOÃO TEOTÔNIO //.
Além da equipe que faz o trabalho de campo para detecção das doenças, o Paraná conta com um dos mais modernos laboratórios para identificação de patógenos, o Centro de Diagnóstico Marcos Enriette, vinculado à Adapar. No caso da peste suína clássica, a unidade paranaense tem autossuficiência para realizar o teste. Mas o plano de vigilância abre a possibilidade de outras unidades oficiais também fazerem os demais.
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína, com um rebanho de 40 milhões de cabeças. Cerca de 80% da produção é destinada ao mercado interno. A liderança nacional é de Santa Catarina, com o Paraná na segunda colocação. Em 2020, o Estado tinha um rebanho de 10 milhões de cabeças e produziu 936 mil toneladas de carne suína, volume 11,1% superior ao de 2019.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirma que o novo plano é fundamental para as pretensões econômicas do Estado no setor.// SONORA NORBERTO ORTIGARA //.
Mais detalhes sobre o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos acesse o site www.aen.pr.gov.br. (Repórter: Felippe Salles)