Onça recebe tratamento experimental em centro de atendimento da fauna silvestre

14/08/2021
Um filhote de onça-parda com sequelas de um atropelamento se recupera de um tratamento experimental no Paraná, realizado com célula-tronco. O animal está no Centro de Atendimento à Fauna Silvestre da UniFil, em Londrina, onde recebe todos os cuidados necessários.
O centro é fruto de uma parceria com o IAT, Instituto Água e Terra, inaugurado no mês passado, e está associado à estrutura do hospital veterinário da UniFil. O IAT é um órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.
O animal deu entrada no Centro de Atendimento há dois meses com ferimentos graves. Ele apresentou sequelas neurológicas após ser vítima de um atropelamento em uma rodovia próxima a Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro.
Para realizar a cirurgia com célula-tronco, a equipe médica contou com a parceria do centro de tecnologia celular animal MEDMEP, de São Paulo. Para o procedimento, o filhote de cinco meses foi sedado e foram aplicadas 10 milhões de células-tronco,0,4 ml, por injeção peridural, com objetivo de recuperar as funções neurológicas.
As células-tronco foram coletadas de um gato e estavam congeladas em São Paulo.
A diretora e responsável técnica do hospital veterinário da UniFil, Mariana Cosenza, explicou que o tratamento de células-tronco em animais selvagens ou silvestres ainda tem muito a ser estudado e pesquisado. Após o resultado deste procedimento a expectativa é utilizar o método em outros animais com problemas de saúde. //SONORA MARIANA COSENZA//
A onça segue internada e passa por avaliação médica periódica para avaliar o tempo de ação do tratamento injetado.
Entre as funções do órgão ambiental estadual está a proteção da fauna silvestre do Estado. Para garantir um atendimento de qualidade aos animais vitimados, vítimas de atropelamentos, maus-tratos e comércio ilegal, o IAT vem formalizando parcerias com várias instituições.
O secretário da pasta, Márcio Nunes, destacou as parcerias com as universidades que tem estrutura adequada para o atendimento dos animais. //SONORA MÁRCIO NUNES//
Uma injeção de células-tronco sempre é aplicada no órgão machucado ou doente do animal. A partir de então, elas assumem o formato das demais células do organismo e com isso os tecidos passam por um processo de regeneração. (Repórter: Flávio Rehme)