No Dia Nacional do Ciclista, PM destaca cuidados com veículos frágeis no trânsito

19/08/2021
A data de 19 de agosto é marcada, no Brasil, pela celebração do Dia Nacional do Ciclista. A bicicleta ganhou destaque no período da pandemia, quando muita gente evitou o uso de transporte coletivo. Comparando os anos de 2019 e 2020, a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas registrou aumento em torno de 50% nas vendas em todo o Brasil. Além de representar uma alternativa econômica, a saúde de quem pedala também recebe benefícios. No entanto, alguns cuidados não podem ser deixados de lado, uma vez que trata-se de um meio de transporte muito frágil e sujeito aos impactos do trânsito. No primeiro semestre deste ano, dos 2.267 acidentes registrados pelo Batalhão de Policiamento de Trânsito, da Polícia Militar do Paraná, 126 envolveram pessoas conduzindo bicicletas. Isso representa 5,5% do total de casos, redução de quase 6% em relação aos primeiros seis meses de 2020. Por outro lado, neste ano um ciclista morreu, enquanto no ano passado, no primeiro semestre, não houve óbitos. Em geral, mais de 80% dos ciclistas envolvidos em acidentes ficam feridos, de acordo com o BPTran. O comandante do Batalhão, tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, reforça alguns deveres e cuidados para assegurar a segurança e tranquilidade de ciclistas, pedestres e motoristas.// SONORA CORONEL DO CARMO.//

A circulação de bikes deve ocorrer, preferencialmente, em ciclovias, ciclofaixas ou acostamento. Nas condições em que isso não é possível, porém, elas dividem espaço com os veículos automotores, utilizando sempre o mesmo sentido de direção que os veículos, nunca na contramão de direção, e sempre junto ao meio-fio. Pela Lei, o motorista é obrigado a manter distância de um metro e meio da lateral dos ciclistas. Não é permitido a quem pedala ocupar espaços destinados a pedestres, salvo onde a sinalização indique essa possibilidade. A data de 19 de agosto foi instituída como o Dia Nacional do Ciclista, em memória do biólogo Pedro Davison, que morreu após ser atropelado pedalando em Brasília, em 2006. O motorista do carro que causou a fatalidade estava alcoolizado e, ao longo das investigações, a situação que era considerada um acidente passou a ser tratada como crime, levando à condenação do réu por homicídio doloso. (Repórter: Wyllian Soppa)