Governo do Paraná quer ampliar a parceria com a Coamo nos próximos anos

23/11/2020
O governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu nesta segunda-feira com diretores da cooperativa Coamo, de Campo Mourão, para discutir investimentos e estratégias para ampliar a produção e a parceria institucional para os próximos anos. A cooperativa completou 50 anos em 2020 e já está planejando os próximos passos para completar um século de existência dentro da industrialização e beneficiamento de soja, milho, trigo, café e açúcar, entre outras matérias-primas.
O governador destacou que a Coamo é uma das maiores cooperativas da América Latina, com faturamento previsto em 18 bilhões de reais para 2020. É a 23ª maior exportadora do País, com cerca de 30 mil associados e 7 mil funcionários. Ele afirma que a Coamo é um patrimônio dos paranaenses e chegar a meio século de história é uma inspiração. //SONORA RATINHO JUNIOR//

O governador citou investimentos do Estado que vão fortalecer ainda mais essa atuação da cooperativa, como a construção de terceiras faixas nas rodovias da região, valorizando o eixo central do Estado e uma licitação planejada para o ano que vem na moega do Porto de Paranaguá. //SONORA RATINHO JUNIOR//
O governador e a empresa também discutiram aspectos tributários em relação a crédito presumido de exportação e enquadramento dos produtos da cooperativa dentro do novo marco legal da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária em relação à gordura trans. A partir de 2023 as empresas brasileiras não poderão mais usar esse componente como ingrediente, o que acarretará em mudanças na produção de margarinas da Coamo, por exemplo.

No encontro, os diretores da Coamo também apresentaram um balanço parcial das obras de expansão do terminal privado da cooperativa no Porto de Paranaguá, com investimento de 200 milhões de reais. Os investimentos contemplam obras civis, máquinas e equipamentos, montagens e instalações. A inauguração deve ocorrer em agosto de 2021.
Também estão no rol de investimentos da Coamo novas indústrias, provavelmente nas proximidades do parque industrial de Campo Mourão. Uma delas será dedicada para rações e a outra para produção de etanol e farelo de milho. Também está dentro do planejamento a ampliação da capacidade dos moinhos de trigo da cooperativa.
A Coamo nasceu com 79 agricultores associados que subscreveram a ata de fundação e um capital social ainda contado em cruzeiros. A primeira sede foi um escritório com 50 metros quadrados. Em 2019 a cooperativa recebeu 3,5% de toda a produção nacional de grãos e fibras e 17% da safra paranaense. Foram quase 5 milhões de toneladas exportadas no ano passado, o que ultrapassou 1 bilhão e 400 milhões de dólares em valor agregado. (Repórter: Flávio Rehme)