Fomento Paraná tem recordes em contratos e empreendedores atendidos

22/12/2020
Com 29 mil 779 operações contratadas e 315 milhões e 800 mil reais em recursos liberados de janeiro a novembro, para apoiar empreendimentos informais, MEis e empresas de micro e pequeno porte, o ano de 2020 entra para a história como o melhor em volume de recursos contratados e de empreendedores atendidos nos 21 anos da Fomento Paraná.
O destaque do ano foi a linha Paraná Recupera, criada com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico, o FDE, reforçados por aportes do Tesouro Estadual. Os empréstimos de até 6 mil reais, parcelados em três vezes, com juros reduzidos e análise de crédito facilitada, apenas com aval do empreendedor ou sócio, prazo de carência de até um ano e até 24 meses para pagar, tiveram mais de 23 mil operações aprovadas somando aproximadamente 120 milhões de reais liberados.
Uma variação dessa linha foi criada para atender transportadores escolares e do segmento de turismo, que foram muito afetados pela paralisação das atividades.
O economista Heraldo Neves, diretor-presidente da instituição financeira do Estado, afirmou que foi um ano de grandes desafios e muitas transformações para a Fomento Paraná, criadas novas linhas de crédito, novos fundos de aval, ampliado o rol de parceiros e aprimoramento de plataformas de processamento de crédito. //SONORA HERALDO NEVES//
De acordo com o diretor, a urgência provocada pela incerteza diante da pandemia, com milhares de estabelecimentos com as portas fechadas, provocou uma enorme corrida ao crédito. //SONORA HERALDO NEVES//
A linha Paraná Recupera também inspirou municípios a criar legislações e destinar recursos orçamentários para facilitar ainda mais a vida dos empreendedores locais oferecendo a oportunidade de reduzir as taxas de juros dos empréstimos.
Além de reduzir juros, equalizando taxas inclusive para as linhas de capital de giro, e de ofertar novas linhas de crédito, a Fomento Paraná também possibilitou a renegociação de contratos ativos com possibilidade de suspensão de pagamentos, por prazos entre 90 e 180 dias. Até novembro foram beneficiados 3.665 empreendedores de todos os portes atendidos pela instituição.
A Fomento Paraná também dedicou uma atenção especial aos municípios durante a pandemia. A instituição ofereceu oportunidade de moratória de até 270 dias, por conta do programa Paraná Recupera.
Ao longo do ano a Fomento Paraná formou quatro novas turmas entre agentes de crédito e correspondentes, credenciadas por meio de edital específico. São federações e associações comerciais, sindicatos, consultorias financeiras e prefeituras de várias regiões do estado, somando quase 70 novos prepostos.
A pandemia também acelerou o desenvolvimento das plataformas tecnológicas da instituição para possibilitar o acesso ao crédito por meio de ferramentas digitais, reduzindo e até eliminando a necessidade de atendimento presencial.
No âmbito da diversificação de fontes de recursos para financiamentos, a Fomento Paraná foi habilitada pelo Ministério do Turismo e deu início às operações com recursos do Fungetur, o Fundo Geral do Turismo. O fundo financia obras e serviços considerados de interesse para o desenvolvimento do turismo nacional em empreendimentos de micro, pequenas e médias empresas de toda a cadeia produtiva do turismo.
Com o volume excedido de operações contratadas para apoiar os pequenos negócios, a Fomento Paraná chegou ao fim do ano com os limites de crédito esgotados junto ao BNDES, maior banco de fomento nacional e maior fornecedor de recursos para investimento no Sistema Nacional de Fomento.
Como alternativa, além dos recursos do Fungetur, que foram alvo de uma ação de divulgação no Litoral e na Costa Oeste em novembro e dezembro, a instituição trabalha em projetos de captação de recursos junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco de Desenvolvimento de Américas Latina.
Os recursos devem compor novas linhas de crédito e contribuir com a estruturação de projetos do Governo do Estado voltados à retomada da atividade econômica pós-pandemia, em 2021, como o Banco do Agricultor, que deve colocar a instituição entre os fornecedores de crédito agrícola. (Repórter: Flávio Rehme)