Estado do Paraná reforça programa para reduzir desperdício de alimentos
17/11/2020
O Governo do Estado, através do Cedes, o Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social, começou a estruturar um projeto que busca diminuir o desperdício de alimentos no Paraná. Em parceria com a Agência de Proteção Ambiental da Suécia, universidades estaduais e municípios, a ideia é elaborar um diagnóstico preciso, reunindo quantidades, itens e características por região, de tudo o que é produzido mas vai para o lixo sem necessidade.
A partir deste levantamento será possível instituir de maneira eficaz a cultura do reaproveitamento, respeitando as características de cada cidade paranaense. O foco é diminuir a vulnerabilidade social e a situação de extrema pobreza.
Com base nisso, a entidade pretende reduzir em 50% o desperdício de alimentos em toda a cadeia até 2030, do varejo ao consumidor final, passando pelas questões de produção e logística.
A consultora sênior da Agência de Proteção Ambiental da Suécia no Brasil, Kelly Dalben, afirma que o Paraná se mostrou muito ativo, já destacou pesquisadores e colocou as universidades para atuar no projeto. Ela destaca que será elaborado um pacote de atuação, o que realmente interessa e quais cidades atingir. //SONORA KELLY DALBEN//
A experiência da Suécia no combate ao desperdício de alimentos e a adoção do consumo sustentável foram temas de destaque na Semana de Inovação Suécia-Brasil 2020.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento é o órgão articulador do Governo do Paraná para executar a política estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. Com a pandemia, foram feitos reforços rápidos para atender a população vulnerável em situação de insegurança alimentar com a criação de dois programas emergenciais.
Foram implantados o cartão para o programa Comida Boa, que repassou 50 reais mensais diretamente para as famílias comprarem alimentos. E também o Programa Emergencial Compra Direta Paraná, que adquire alimentos da agricultura familiar para doar a instituições filantrópicas.
No Desan, Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional são desenvolvidos importantes programas com foco na garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e na segurança alimentar e nutricional como Leite das Crianças, Apoio à Implantação de Restaurantes Populares, Cozinhas e Panificadoras Comunitárias, Hortas Urbanas e Periurbanas e outros equipamentos como banco de alimentos, feiras, centrais públicas para gêneros da agricultura familiar.
Filipe Braga Farhat, integrante e articulador da Agenda 2030 da ONU dentro do Cedes, destaca o compromisso ambiental de diminuir os aterros e lixões e garantir alimentação nutritiva e sustentável. //SONORA FILIPE BRAGA FARHAT//
O Brasil está entre os países que mais desperdiça alimentos no mundo, descartando quase 30% de todos os produtos de consumo. Os alimentos que mais vão para o lixo são arroz, carne bovina, feijão e frango.
Segundo cálculos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, um terço da produção total de alimentos no mundo, ou 1 bilhão e 300 milhões de toneladas, é encaminhado para o lixo, o suficiente para alimentar dois bilhões de pessoas. Com base nesse cálculo, pode-se estimar que o Brasil desperdiçou, o suficiente para alimentar 13 milhões de pessoas.(Repórter: Flávio Rehme)
A partir deste levantamento será possível instituir de maneira eficaz a cultura do reaproveitamento, respeitando as características de cada cidade paranaense. O foco é diminuir a vulnerabilidade social e a situação de extrema pobreza.
Com base nisso, a entidade pretende reduzir em 50% o desperdício de alimentos em toda a cadeia até 2030, do varejo ao consumidor final, passando pelas questões de produção e logística.
A consultora sênior da Agência de Proteção Ambiental da Suécia no Brasil, Kelly Dalben, afirma que o Paraná se mostrou muito ativo, já destacou pesquisadores e colocou as universidades para atuar no projeto. Ela destaca que será elaborado um pacote de atuação, o que realmente interessa e quais cidades atingir. //SONORA KELLY DALBEN//
A experiência da Suécia no combate ao desperdício de alimentos e a adoção do consumo sustentável foram temas de destaque na Semana de Inovação Suécia-Brasil 2020.
A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento é o órgão articulador do Governo do Paraná para executar a política estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. Com a pandemia, foram feitos reforços rápidos para atender a população vulnerável em situação de insegurança alimentar com a criação de dois programas emergenciais.
Foram implantados o cartão para o programa Comida Boa, que repassou 50 reais mensais diretamente para as famílias comprarem alimentos. E também o Programa Emergencial Compra Direta Paraná, que adquire alimentos da agricultura familiar para doar a instituições filantrópicas.
No Desan, Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional são desenvolvidos importantes programas com foco na garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada e na segurança alimentar e nutricional como Leite das Crianças, Apoio à Implantação de Restaurantes Populares, Cozinhas e Panificadoras Comunitárias, Hortas Urbanas e Periurbanas e outros equipamentos como banco de alimentos, feiras, centrais públicas para gêneros da agricultura familiar.
Filipe Braga Farhat, integrante e articulador da Agenda 2030 da ONU dentro do Cedes, destaca o compromisso ambiental de diminuir os aterros e lixões e garantir alimentação nutritiva e sustentável. //SONORA FILIPE BRAGA FARHAT//
O Brasil está entre os países que mais desperdiça alimentos no mundo, descartando quase 30% de todos os produtos de consumo. Os alimentos que mais vão para o lixo são arroz, carne bovina, feijão e frango.
Segundo cálculos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, um terço da produção total de alimentos no mundo, ou 1 bilhão e 300 milhões de toneladas, é encaminhado para o lixo, o suficiente para alimentar dois bilhões de pessoas. Com base nesse cálculo, pode-se estimar que o Brasil desperdiçou, o suficiente para alimentar 13 milhões de pessoas.(Repórter: Flávio Rehme)