Escolas de tempo integral motivam protagonismo dos estudantes no Paraná

26/02/2020
As 15 escolas paranaenses exclusivas de ETI, Educação em Tempo Integral, têm como uma das principais premissas o protagonismo juvenil. Uma delas é o Colégio Estadual João Bettega, em Curitiba, que atende cerca de 400 estudantes do Ensino Fundamental e Médio. Lá o ensino integral é novidade para os alunos e para equipe pedagógica, já que é a primeira vez em que a maioria dos profissionais trabalha com essa modalidade. Ancorada na chamada “Pedagogia da Presença”, a educação integral propõe ao aluno assumir o papel de protagonista no processo de ensino e aprendizagem. Para tanto, a escola de tempo integral se baseia no chamado “projeto de vida”, que desafia os estudantes a pensar sobre sonhos, os caminhos necessários para atingi-los e qual é o papel da instituição de ensino nesse processo, como explicou a diretora Wilma de Souza Alvares.//

Pedagoga do colégio, Marta Aparecida da Silva explicou que a ideia é que todos os docentes sejam também tutores e acompanhem os estudantes durante o cotidiano escolar. Segundo Marta, é papel do professor mostrar ao aluno que ele pode ir além e sonhar mais alto.// SONORA MARTA APARECIDA.//

As escolas de ETI funcionam em turno único. São nove aulas por dia, com uma hora de almoço e dois intervalos de 15 minutos, totalizando nove horas diárias e 45 horas semanais. Além das disciplinas do Referencial Curricular do Paraná, são ofertadas semestralmente aos estudantes disciplinas eletivas, também chamadas de “oficinas”. Essas optativas variam de acordo com as escolas e são elaboradas pelos próprios professores das instituições de ETI. Além de serem interdisciplinares, devem desenvolver as competências previstas na Base Nacional Comum Curricular. Nas escolas de ETI as salas são separadas por disciplinas e não por turma, buscando desenvolver noções de autonomia e organização nos alunos. Os professores também são divididos em quatro grandes áreas – Linguagens, Matemática, Humanidades e Ciências da Natureza–, com um coordenador por área. Coordenadora de Matemática no João Bettega, a professora Marytta Masseli conta que uma das grandes dificuldades que sentia antes da implantação da ETI na escola era a troca de experiências com os colegas de trabalho.// SONORA MARYTTA MASSELI.//

Na primeira semana de aula os estudantes das instituições de ensino exclusivas de Educação em Tempo Integral no Paraná foram recepcionados por egressos de escolas do modelo vindos de diversos estados. Um desses jovens é Jefferson Alves, 24 anos, de Recife, no Pernambuco. Ele quer mostrar aos jovens do Paraná o impacto positivo que as escolas de ETI causam na vida dos estudantes.// SONORA JEFFERSON ALVES.//

Jefferson atualmente encara a reta final do curso Geologia na Universidade Federal de Pernambuco. A estudante Caroline Morais Medrado, de 16 anos, cursa o 3° ano do Ensino Médio, e está com altas expectativas em relação ao ano letivo.// SONORA CAROLINE MEDRADO.//

A lista dos colégios exclusivos de tempo integral no Paraná pode ser conferida no site xoops.celepar.parana/migracao/secs_aenoticias. (Repórter: Wyllian Soppa)