Comunidade indígena Rio das Cobras aprova estudo da Nova Ferroeste

20/07/2021
Os caciques e líderes indígenas do Território Indígena Rio das Cobras, no município de Nova Laranjeiras, no Centro-Sul do Estado, aprovaram nesta terça-feira o cronograma, a metodologia e o roteiro do estudo que vai servir de suporte para a Nova Ferroeste. O encontro virtual reuniu membros da comunidade, representantes da Funai, do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário e da Fipe, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, empresa contratada pelo governo estadual para a realização do Estudo de Impacto Ambiental. Os trilhos da Ferroeste já passam perto de Rio das Cobras, onde vivem 3.200 pessoas. Agora, a ideia é avaliar se acontece algum impacto novo na vida dessa população com o aumento do transporte de cargas. Esta é a única área indígena ao longo dos 1.285 quilômetros entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá. Vivem nas aldeias as etnias Kaigang e Guarani. É uma área de 19 mil hectares que foi destinada pelo Governo do Paraná em 1901. A maioria dos habitantes vive da lavoura. Os pesquisadores avaliam diversos aspectos que podem influenciar a vida nas aldeias da região. Com a revitalização do traçado atual entre Guarapuava e Cascavel e a ampliação da linha férrea, a rotina de quem vive próximo aos trilhos deve mudar. No início do mês, representantes do Ibama e da Funai visitaram o Paraná e sobrevoaram a área. Os técnicos também percorreram de trem o trecho em que a ferrovia se aproxima da região. O ponto mais próximo tem 1,5 quilômetro. A nova ferrovia também vai passar próximo a uma comunidade quilombola, no município de Guaíra. O grupo é formado por 17 famílias. As mesmas etapas do estudo do componente indígena serão aplicadas aos moradores dessa região. (Repórter: Gustavo Vaz)