Turismo rural é opção para aumentar a renda no campo

07/12/2020
A atividade classificada como turismo da natureza cresce no Estado e ganhou mais corpo nestes tempos de pandemia. Neste ano, a crise econômica tem feito com que famílias de pequenas propriedades rurais apostem em novas formas de ampliar as fontes de renda. Novos empreendimentos estão surgindo ou sendo ampliados. Áreas muitas vezes degradadas são recuperadas e a exploração turística acontece com respeito ao meio ambiente.
O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, visitou propriedades de agricultura familiar em cinco municípios que exploram a atividade de turismo rural no Oeste paranaense. Medianeira, Serranópolis, Matelândia, Santa Tereza do Oeste e Capanema integram a Rota de Turismo Rural do Paraná que desponta, nesse período de pandemia como novo nicho de mercado para pequenos agricultores.
A principal característica das propriedades são os patrimônios cultural e natural. Fazem parte dos roteiros o conforto das acomodações em hotéis fazenda, opções de trilhas de mountain bike, caminhadas ecológicas, ambientes para colônia de férias, cavalgadas e uma culinária rica em sabores. As receitas são elaboradas com produtos locais e trazem os aromas e paladares típicos de cada lugar.
Em visita a esses paraísos disponíveis para quem procura sossego e lazer, Nunes reforçou o incentivo do Governo do Estado para ajudar o paranaense vencer a crise e a meta é transformar o Estado em um grande negócio turístico. //SONORA MARCIO NUNES//
O Estado está mapeado em 14 regiões turísticas e o trabalho atual consiste na ratificação de cinco produtos que servem de âncoras para atrair o turista: O Coração da Grande Reserva da Mata Atlântica, na Região de Curitiba, Corredor das Águas, na Região da Tríplice Fronteira, Angra Doce, no Norte Pioneiro, Portal da Ilha do Sol em Primeiro de Maio e Cachoeiras Gigantes, na Região de Ponta Grossa.
O objetivo é que esses locais, considerados chamarizes, sirvam de estímulo para aumentar o tempo que o turista permanece no Estado. Quem vai à Foz do Iguaçu, por exemplo, pode conhecer outros destinos.
Por meio do programa Viaje Paraná, hoje o visitante compra um pacote que permite fazer um roteiro que vai da Vila Velha, nos Campos Gerais, à Foz do Iguaçu, no Oeste. O tempo de permanência no Estado cresce de três para pelo menos dez dias.
Os empreendimentos de turismo rural estão inseridos nesse projeto. Com o desenvolvimento do setor, é possível criar um grande conglomerado de propriedades que exploram a atividade e ampliar a conectividade entre os paranaenses e esses atrativos. O público-alvo são os viajantes instalados em um raio de 200 quilômetros, classificado como turista de curta distância.
Outra vantagem é que emprego no setor de turismo é o menos oneroso, sem custo de insalubridade, como acontece na indústria. O trabalhador ganha em qualidade de vida por atuar sempre perto da natureza.
O foco no turismo de natureza no Paraná vem ao encontro também aos ideais do governo federal, de acordo com o secretário de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo do Ministério do Turismo, William França, na abertura do 15º Festival das Cataratas. De acordo com ele, o Paraná é um estado líder na prospecção do turismo de natureza. (Repórter: Flávio Rehme)