Após selo de procedência, erva-mate especial do Paraná começa a ganhar o mundo
15/12/2020
A região Sul do Estado produz uma erva-mate especial, de sabor único no mundo, e reconhecida desde 2017 com o selo de Indicação Geográfica. O Paraná é o maior produtor da matéria-prima sombreada para o chimarrão no País – foram mais de 532 mil toneladas em 2018. Conferido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, a Indicação Geográfica reconhece produtos ou serviços que são característicos do local de origem, atribuindo a esses produtos reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer. A história da erva-mate paranaense tem origem nos municípios de São Mateus do Sul, São João do Triunfo, Antônio Olinto, Mallet, Rebouças e Rio Azul. Atualmente, a erva-mate gera empregos e renda ao longo de toda a cadeia produtiva. São cerca de 37 mil famílias vivendo diretamente da atividade no Estado, segundo o Conselho Gestor Da Erva-Mate Do Vale Do Iguaçu. Levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, de 2018, revela que o Paraná apresentou um Valor Bruto da Produção dos produtos florestais de 4 bilhões e 420 milhões de reais. Deste total, 84% são de produtos madeireiros e 16% da linha não madeireira. Neste conjunto, a erva-mate foi responsável por 13% de participação dos Produtos Florestais, com um valor de 591 milhões e 800 mil reais. É um aumento de 2% em relação a 2017, em que obteve 11% de participação, com 435 milhões e 400 mil reais. Ainda segundo o Deral, a produção de erva está presente em 136 municípios paranaenses, com concentração na Região Sul. Em São Mateus do Sul, Márcia Regina Ransolin da Silveira é proprietária da ervateira Baronesa, que produz em média 25 toneladas de erva-mate por mês, divididas nas categorias chimarrão, chá e tererê. A Baronesa é uma das quatro indústrias da cidade capacitada a produzir o mate com selo de Indicação Geográfica. Márcia conta que o reconhecimento ajudou a impulsionar os negócios da família, já na quinta geração, e ainda resgatou o turismo na região.// SONORA MÁRCIA REGINA RANSOLIN DA SILVEIRA.//
O gerente comercial da ervateira Maracanã, dono da marca São Mateus, o engenheiro agrônomo Fernando Toppel também destaca o potencial que a região alcançou com a conquista da Indicação Geográfica. Ele sabe todos os procedimentos que se precisa tomar para garantir a erva-mate de excelência. De acordo com ele, exigências, que envolvem boas práticas agrícolas e de produção, agregam valor ao produto. Um pacote de mate para chimarrão com o selo IG chega a custar de 30% a 50% a mais do que o produto convencional, diferença que acaba se refletindo também no bolso do produtor.// SONORA FERNANDO TOPPEL.//
O processo mencionado por Fernando Toppel já está mais avançado no Uruguai. De acordo com o Deral, o País é o principal importador do mate paranaense. Foram 1.592 toneladas em 2018. Isso fez com que a Baldo, a maior ervateira do Brasil, do Rio Grande do Sul, se instalasse em São Mateus do Sul. A indústria produz a erva com Indicação Geográfica e vende para alguns países da América do Sul, principalmente para o Uruguai. O Governo do Estado criou o Feito no Paraná, projeto que busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar pelo site www.feitonoparana.pr.gov.br. (Repórter: Amanda Laynes)
O gerente comercial da ervateira Maracanã, dono da marca São Mateus, o engenheiro agrônomo Fernando Toppel também destaca o potencial que a região alcançou com a conquista da Indicação Geográfica. Ele sabe todos os procedimentos que se precisa tomar para garantir a erva-mate de excelência. De acordo com ele, exigências, que envolvem boas práticas agrícolas e de produção, agregam valor ao produto. Um pacote de mate para chimarrão com o selo IG chega a custar de 30% a 50% a mais do que o produto convencional, diferença que acaba se refletindo também no bolso do produtor.// SONORA FERNANDO TOPPEL.//
O processo mencionado por Fernando Toppel já está mais avançado no Uruguai. De acordo com o Deral, o País é o principal importador do mate paranaense. Foram 1.592 toneladas em 2018. Isso fez com que a Baldo, a maior ervateira do Brasil, do Rio Grande do Sul, se instalasse em São Mateus do Sul. A indústria produz a erva com Indicação Geográfica e vende para alguns países da América do Sul, principalmente para o Uruguai. O Governo do Estado criou o Feito no Paraná, projeto que busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar pelo site www.feitonoparana.pr.gov.br. (Repórter: Amanda Laynes)